Nossos
esboços iniciais hoje são forma e cor. Ha quatro anos atrás nos lançávamos no
desconhecido em busca de um certo Rei, e de um certo Clã, imersos nas
dificuldades e incertezas de um novo processo. Ao mesmo tempo, esse terreno
desconhecido nos tirava o chão, nos desafiava e não sabíamos ao certo nem mesmo
o que procurávamos. Gosto das palavras
de Sandra Rey quando diz que “(...) o que fazemos também esclarece o que
procuramos”. Tivemos
bons encontros em meio a esta procura. Além de pessoas maravilhosas, colegas,
público e parceiros, também os encontros conosco. Silenciosos ou alarmantes, os
encontros mexiam com nossas potencialidades e nos inspiravam momentos de
criação.
Muita
coisa mudou ao longo destes quatro anos. Foram mais de 80 apresentações,
festivais, viagens, oficinas, bate-papos e trabalho, muito trabalho. Graças a
ele nos consolidamos, não como promessa, mas como realidade. E consolidamos
também as renúncias, tão necessárias ao processo de criação.
Tão
importante quanto olhar para trás e orgulhar-se desta base que nos trouxe até
aqui, é olhar para frente e galgar ao longe o quanto ainda há por fazer. Perceber
o quanto podemos caminhar, e fazer desta andança uma alegria. Um novo processo
se aproxima, e com ele as novas incertezas e as novas renúncias, mas saber que
novamente ficaremos sem chão, que iremos mergulhar no desconhecido para novos
encontros, é com certeza uma motivação para a caminhada. Uma coisa é certa: levaremos
juntos os princípios, (estes que não estão citados nestas linhas mas que
inconscientemente de forma coletiva ou individual trazemos na mala). Principalmente
o que julgo ser o principal deles: ser fiéis ao que nos inspira!
Bom
trabalho a todos nós e bons ventos ao Clã em 2013.
Cássio
Azeredo
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